Tudo começa por uma bela manhã de sexta-feira. Pra me animar um pouco mais, relembro que será feriado na terça e que hoje é aniversário da minha amiga Deise.
Já à caminho de Blumenau, escutando 90FM, uma música me toca (ou retoca).
Tão inesperada ( principalmente pela programação sempre igual da 90) e também nostálgica.
É da Adriana Calcanhoto – Esquadros.
Trecho:
” Eu ando pelo mundo, prestando atenção em cores que eu não sei o nome.
Cores de Almodover, cores de Frida Kahlo cores…
Refrão: Pela janela do quarto, pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela quem é ela eu vejo tudo enquadrado.
Remoto controle.”
Cantarolando feliz, me vi entusiasmada e repleta de lembranças boas. Tudo bem, que cantando o refrão eu perdia o fôlego pois não tem pausa!
E nessa hora eu pensava: – Tenho que respirar fundo antes de começar o refrão. No seguinte trecho, não fiz certo de novo. Estava tomada pela emoção da música, simplesmente esquecia que deveria respirar fundo pois o refrão estava chegando!!! E lá ia cometer o mesmo erro.
Engraçado isso pra mim, pois sou dessas bem chatas que errando uma vez, exigo de mim, aprender para não cometer o mesmo erro, pelo menos não da mesma forma. Mais olha, essa vez estava difícil mesmo.
Eu errava, pois não respirava fundo, e no momento que me caia a ficha, me corrigia. Não de forma grotesca como faria se fosse um erro grave, mas foi tudo tão suave, na melodia da música. E nessa hora e com essa música pensei: – Não preciso exigir tanto de mim!
O porque da nostalgia…
E meus amigos…cadê? (trecho da música)
Isso em remeteu há tantos momentos e tantas sensações.
Saudades? Sim e muita.
De tanta coisa boa e que para muitos que as assistem podem considerar ruim.
Mais as nossas experiências de vida são únicas e inesquecíveis.
Com certeza um ser iluminado (que piegas) mas eu gosto sim, dessa idéia de ser iluminado. Pelo simples fato de se compreender as coisas e a sí.
Voltarei a postar aqui, percebi que é um espaço meu, das minhas internidades simples que podem ser expostas.