Eu queria escrever…
Então, olhei-me no espelho e lembrei de algo que eu já havia escrito e pensado.
Procurei entre uns papéis e outros e aqui está:
“Sinto falta de minha criatividade ativa a toda hora, da minha forte energia que saía do meu peito (isso me lembrou os ursinhos carinhosos) e fazia com que todo meu corpo relaxasse como em um banho de espuma.
Sinto falta do perceber meu olhar profundo sobre as pessoas,
um olhar desconcertante e descobridor.
Sinto falta de ouvir minha voz cantando no chuveiro. Sinto falta do teu cheiro, no meu travesseiro, me fazendo um carinho.
Sinto falta de estar presente em todos os lugares interessantes, inteligentes.
Sinto falta da minha busca, pra encontrar à mim.
Sinto falta de mim, do mais profundo eu, que um dia se perdeu.”
E nessas linhas percebi o caminho que percorri, para encontrar o que hoje sou, eu.

11 comments
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7 07UTC Dezembro 07UTC 2008 às 11:44 am
Marina
sabe o Milton Nascimento? ele tem uma música linda chamada “Caçador de mim”. lembrei dela!
7 07UTC Dezembro 07UTC 2008 às 2:27 PM
Aninha
“Perder-se também é caminho” (Clarice Lispector).
7 07UTC Dezembro 07UTC 2008 às 3:13 PM
Bruna Carolina
Estamos sempre em busca de nós mesmo. E sempre nos perdemos…
10 10UTC Dezembro 10UTC 2008 às 12:42 am
André Damasco
Também esqueci quem sou…
hehehe
mas….
“Abençoados os que esquecem, porque aproveitam até mesmo seus equívocos”.
*Nietzsche
;D
10 10UTC Dezembro 10UTC 2008 às 1:38 PM
lu
eu também me pego lembrando de vários coisas as quais eu sinto muita falta, mas recordar é viver!
beijos bruu
10 10UTC Dezembro 10UTC 2008 às 8:40 PM
Fábio Ricardo
tudo que nós passamos, até essa coisa estranha de nos perdermos de nós mesmos, são necessárias para ditar quem nós somos.
14 14UTC Dezembro 14UTC 2008 às 10:15 am
W3
Sentirei muitas saudades BERKAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
18 18UTC Dezembro 18UTC 2008 às 8:59 PM
Dasy
Bruna, que coisa mais linda suas palavras!!
Muiiiito booooomm ser surpreendida com coisas boas.
Parabéns!!
30 30UTC Dezembro 30UTC 2008 às 1:41 PM
Deise
Sinto falta da menina descolada dos cabelos curtos, olhos claros e penetrantes e jeito de moleque brigão que deixou marca profunda no coração desta que te escreve.
Saudades!
31 31UTC Dezembro 31UTC 2008 às 1:55 am
William Wollinger Brenuvida
Gostei da passagem que menciona os ursinhos carinhosos (risos). Foi uma tirada boa com a falta de tato, e a falta de luz-inspiração, e coragem que não sobra, por vezes, em nossa geração que assiste ao espetáculo da miséria (latu sensu) nos escombros da modernidade…
Assim, acabamos esquecendo de nós… e vivendo uns outros nós que nem sabemos desatar…
Beijos de luz,
William
9 09UTC Fevereiro 09UTC 2009 às 1:27 am
Fabrício Wolff
Então, Bruna… Foste fundo e profunda, mas a frase “Sinto falta de mim, do mais profundo eu, que um dia se perdeu.”, me lembrou de que geralmente nos tornamos mais do que pretendíamos e muito menos do que gostaríamos. Como é difícil manter a essência… nos deliciarmos com o pouco que realmente importa.
Dá-lhe Floripa!…
Fabrício