ferro de passarÉ, eu gosto de passar roupa, tenho lembranças tão legais disso.

- Nossa Bruna, passar roupa é um saco! Eu só passo mesmo camisa social ou aquilo que está muito amassado.

Bem, tenho meus motivos pra passar tudo, desde pano de louça até meias – e não sou neurótica não.

Mas pensando nisso eu me deparei com momentos da infância, é claro.

Lembro que sempre, nos domingos à noitinha, antes de começar o fantástico, acho que estava quase acabando a banheira do Gugu no SBT, minha mãe se punha a passar a roupa. Eu ficava sempre do lado dela, olhando e separando as roupas, levando para o armário, gavetas…e sentindo aquele cheirinho, ah o cheirinho.

O cheiro de roupa limpa e passada é muito melhor, quer ver se secou ao sol e acredito que seja por isso que eu gosto de passar todas as minhas roupas, por causa do cheirinho, por causa da minha mãe, que também passa TUDO.

Enfim, muito do que somos hoje é reflexo do nosso passado, das nossas vivências.

Elas nos fazem ser o que somos.

Dizem que sou neurótica ( de acordo com o wikipédia o termo neurose foi criado pelo médico escocês William Cullen em 1769, para indicar “desordens de sentidos e movimento” causadas por “efeitos gerais do sistema nervoso”. Na psicologia moderna, é sinônimo de psiconeurose ou distúrbio neurótico e se refere a qualquer desordem mental que, embora cause tensão, não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa. Essa é uma diferença importante em relação à psicose, desordem mais severa). Desse ponto, antes ser neurótica do que psicopata (toda pessoa que sofre de doença mental seja neurose ou psicose ou tem personalidade psicopática. Contudo essa última categoria nosológica em especial, dá o nome ao grupo conhecido como sociopatas. Estes por sua vez, na perspectiva psicanálitica são os portadores de neuroses de caráter ou perversões sexuais), mas enfim.

 Porque as pessoas que nos conhecem (pouco) chegam a essas conclusões?

Entre uns papos e outros com pessoas “casadas” os papos vão desde a viagem pro Caribe e quando pretendem ter filhos quanto ao dia-a-dia e a chatice que é passar roupa.

Num desses papos…

Ando perdida, louca, esquecida

Não consigo escrever nada

que presta

Nada presta,

 nada

Tudo dói,

tudo

Passa,

logo passa.

Vivo, sendo pouco intensa

Choro, ando muito sensível

Duvido, ando muito insegura

Trabalho, preciso de dinheiro

Amo, preciso sere feliz

belaAcordei com uma tristeza hoje. Um tristeza que não tem motivo ou explicação, que dá pra ver no olhar, e que você sente mas não sabe qual caminho seguir pra aliviá-la ou amenizá-la.

Resolvi fazer uma “faxina” nos meus livros, cadernos, vinils, cds, dvds, enfim, todas as coisas que eu guardo e amo.

Entre uma Super Interessante, uma Net Geo e uma Woman’s Health, eu encontrei uma Bons Fluídos de fevereiro de 2009. Folheando rapidamente, encontrei um artigo do Rubem Alves (www.rubemalves.com.br) que fala da beleza que existe na tristeza.

Muito poético, comecei a ler o texto e compreendendo perfeitamente cada palavra e frases que se formavam e que simplificavam o que eu sentia.

A poesia, a beleza, a tristeza andam juntos…

Claro que não foi por acaso que eu resolvi fazer a tal da faxina.

Pra se ter ideia de quão incerto futuro

incerta, estou imprevista.

Num ponto de vista  estratégico, planejado e organizado, assim eu sou e

 assim acredito que as coisas aconteçam, é assim que se diz:  ”faça acontecer”

é assim, sai da mente para o papel e depois para a vida.

Mas tenho escrito muito a lápis.

Logo eu que dificilmente apago o que defini e escrevi previamente.

rever-me, rever-te.

-Quero um chocolate. Ouvi o comentário em meio ao trabalho.
- A Páscoa é só no domingo, falei.
Então caiu aquela ficha:
- Nossa já é páscoa…
E lembrei da minha infância. Naquela época, quando chegava a páscoa o clima já estava bem friozinho, aquele friozinho gostoso. Minha mãe pedia para eu encher as casquinhas de ovos com amendoim. Sentada no corredor de fora da casa, em minha mesinha, sabe aquelas de criança, com cadeiras pequenas e tudo mais? Pois é…essas mesinhas.
Sentada no corredor da casa, sentindo o sol de outono e o vento, nossa aquele vento de outono da minha cidade é inesquecível. 
Ui deu um aperto no peito.
Que saudades!
Essa é uma das lembranças mais fortes que tenho da páscoa.
Simples assim.

- Você dizer que sonhou comigo.  Ontem, no banho, eu lembrei de ti.. Senti saudades daquela época.
- Confesso que tbm sinto saudades….não faz essa carinha de cachorro abandonado.
- Ah! Tudo isso gera muitas reflexões.
- Não voltaria ao passado – jamé.

- Claro que não, a vida é assim, sobram os momentos nostálgicos e a saudade mesmo.
- Pois é, já sabemos que nada é por acaso e que as coisas teem sua hora e seu tempo. 
- É, e o crescimento e mudanças são iminentes pra quem os reserva.

- E a  saudade?

- Só sentimos do que é bom.
- Verdade.

- E o mais engraçado é que quando a gente “vive”o momento, não se dá conta de quanta saudade ele vai te deixar um dia.

- Filosofando as coisas da vida, os caminhos que agente escolhe.

Vale um post no blog.

equipeGaleera!

Acabei de chegar de Jacinto Machado (onde?) pois é, pouca gente conhece esse lugar maravilhoso.

Fica na divisa com o Rio Grande do Sul, provavelmente já devem ter ouvido falar da Rota dos Canyons né? Pois é, Jacinto Machado é a cidade que abriga o maior canyon dessa rota, o Canyon fortaleza.

Como me emocionei muito com essa viagem, não pude deixar de registrar no blog. Afinal de contas, esse blog é  bem especial pra mim.

Bem, nessa pequena cidade, com um pouco mais de 10 mil habitantes eu aprendi algumas coisas.

Uma delas é a importância do trabalho em grupo:

Fizemos a trilha do canyon Fortaleza, com uma equipe de 12 pessoas. Caminhamos entre pedras e rio, 6 horas de caminhada, e no final, um pouco de chuva, pra refrescar a alma.

Mas isso foi só o começo.

No dia seguinte, hoje demanhã, saimos com um grupo de 8 pessoas para fazer a trilha com rapel no Rio 2 irmãos. Esta trilha é pouco explorada e ainda não faz parte dos pacotes turísticos da cidade. Fomos os primeiros a mostrá-la na telinha.

Uma experiência em tanto, onde novamente, o espírito de equipe mostrou-se presente.

Trilha de 3 horas que durou 5 por causa das gravações e tudo mais.

Rapel em três cachoeiras e um tobogã em uma…SUPER SUPER SUPER DEMAIS.

Bem, mais informações, e principalmente as imagens de tudo isso, vocês poderão ver no programa NOSSA TERRA NOSSA GENTE, na TVBV, sábado dia 04 de abril, às 10h da manhã.

Mas não to aqui pra falar doprograma, afinal, está mais que na hora de eu criar coragem e fazer um blog pra esse programa né? (Tiago Ribeiro, me ajuda com a logo???)heuheuhe

Quero falar do espírito de equipe:

Como é importante o trabalho em grupo. As trilhas que fizemos tem certa dificuldade e elas se tornaram mais fáceis pelo trabalho em equipe.

Um ajudando o outro a encontrar a melhor pedra pra pisar, avisando se tal pedra estava lisa ou se o galho possuia espinhos.

Mãos dadas ao atravessar o rio, dicas de como melhor caminhas ou se agarrar em uma pedra, enfim, cada um passando o seu conhecimento para o outro. E por isso, no final tudo deu certo. Ninguém se machucou, todos ficamos muito felizes com esse apoio e energia de grupo, parecia que nos conhecíamos a muito tempo.

Acredito que deveríamos viver a vida mais em grupo. As pessoas estão cada dia mais sozinhas. Resolvendo suas questões sozinhas, comendo sozinhas, vivendo sozinhas…Acho importate a solidão, mas o grupo pode te ensinar muitas coisas.

A solidão ensina também, mas ensina coisas sobre você mesmo, o grupo ensina coisas novas que você talvez nunca teria imaginado.

Enfim, com esse roteiro, me encantei com o trabalho em grupo, e resolvi defender a necessidade do ser humano de estar em grupo, afinal de contas, os mamíferos vivem em grupos e é assim que deveríamos continuar.

As mudanças são percebidas em cada geração, e tenho medo de perdermos cada vez mais nossos instintos, nossa natureza. Precisamos resgatar alguns valores e lembrarmos de vez em quando que somos animais, somos mamíferos, homo sapiens sapiens.

Passou tanto tempo pra falar da bagunça, que agora já está quase tudo organizado. 

Bagunça….eu sou a chata da organização, quase uma virginiana – ainda bem que quase – e adoro as coisas visualmente organizadas e bonitas…tem que rolar um composé senão me estresso.

Mas a bagunça que eu me refiro, vai um pouco além de algumas coisinhas fora do lugar. Quero dizer literalmente que tudo que estava em seu lugar, simplesmente bagunçou-se. Sabe como se um tornado tivesse passado pela sua vida? É foi quase isso que aconteceu, há dois meses atrás, época do post bagunça. Mas calma gente, não foram perdas materiais…como um tornado faria, essa foi apenas uma metáfora, das ruins ainda…

É tão difícil construir algo, criar uma rotina interessante, pessoas legais ao seu redor, coisas positivas acontecendo e de repende alguma coisa te atrai, ou te acontece e muda, desestabiliza tudo novamente. Esse circulo da vida é muito maluco.

Claro que faz parte do crescimento, da evolução, pelo menos eu acredito que as mudanças servem pra isso e tento sempre aprender positivamente.

A bagunça cansa e assusta um pouco, mas resolvi me acostumar com a presença dela em minha vida.

Mas onde eu quero chegar…

As vezes agente leva uma vida perfeita, ótima, e alguma coisa acontece – pode ser boa ou ruim, depende como você analisa a situação – devemos aprender com a “bagunça” .

E com toda essa história, aprendi na prática e levo mais essa frase pra minha coleção…

- Nada na vida é por acaso.

Até a bagunça tem um porquê!!

tsc tsc tsc  sei que é desnecessário mais fiquei com muita vontade de escrever a última frase…HAhAaahHAHAahAHAH